terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Pensamento da Semana: Quantas vezes tenho de dizer o mesmo?

Os Dragões já realizaram 5 jogos oficiais. Dois relativos ao play-off da Champions e três da Liga Zon Sagres. Em todos eles, com maior ou menor dificuldade, os Portistas venceram fazendo deste arranque de Temporada o melhor de sempre do Clube tendo este FC Porto de Lopetegui destronado o FC Porto de AVB.
 
É portanto natural que haja já alguma euforia na Nação Azul e Branca. Para mais os Rivais de Lisboa jogaram entre si e perderam pontos para o Clube da Invicta. Mas seria de bom-tom que este entusiasmo e euforia abrandasse. Ou melhor, seria muito bom que nesta altura do Campeonato houvesse uma euforia contida para se evitar o mesmo cenário da época anterior que acabou da forma desastrosa que todos sabemos. 
 
Convêm relembrar os mais esquecidos que o FC Porto de Paulo Fonseca também arrancou muito bem e por esta altura Benfica e Sporting já tinham jogado entre si e empatado… Depois tudo começou a correr mal após a fatídica derrota ante o Atlético de Madrid e só acabou no filme de terror que foi a recta final da época 2013714.
 
Por isto vamos a ter calma. Muita calma e evitar vir para a Praça Pública com frases do estilo: “O Futebol Clube do Porto tem o melhor Plantel da sua História”. Isto porque falta a este Dragão do Basco Julen enfrentar um mau resultado e até mesmo um momento de má forma dos Atletas. 
 
Para mais não existem Plantéis perfeitos e completos. Existem, quando muito, Plantéis equilibrados que se não forem afectados por lesões acabam por funcionar mesmo sendo um lote pequeno de Jogadores. Não é por acaso que o Espanhol disse publicamente que queria mais um reforço para a sal equipa.
 
Portanto, vamos vivendo um dia de cada vez para não acabar tudo como da outra vez e termos os suspeitos do costume a atirar tochas ao autocarro do Futebol Clube do Porto ou envoltos em cenas de pugilato na bancada onde se situa o túnel de acesso aos balneários do Dragão.

segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

Três tiros no autocarro

Quaresma e Ádrian López voltaram a ter oportunidade de se mostrarem, mas foram Jackson Martínez, Brahimi e Óliver Torres a derrubarem uma organização Cónega que durou uma hora de jogo. Vitória por números esclarecedores, mas longe de espelharem as dificuldades (sobretudo no primeiro tempo) em chegar à baliza de Marafona, ele que falhou no segundo golo, mas que esteve em evidência ao segurar uma grande penalidade cobrada por Quintero.
As escolhas de Lopetegui voltaram a ser fiéis ao que tem sido hábito por parte do Treinador: com jogo a meio da semana, prioridade à rotatividade. Rúben Neves saiu do onze pela primeira vez, Herrera também foi poupado.
Tempo e espaço para Ricardo Quaresma e Ádrian López poderem ganhar pontos. Os dois foram lançados nas faixas do ataque, no apoio a Jackson Martínez, e apoiados por Óliver Torres e Brahimi, ele que tinham jogado nas extremidades contra o Lille e que recuaram para o miolo, numa clara opção atacante.
Frente aos Portistas, os Cónegos tentavam a heróica missão de manter a baliza inviolada, depois dos dois primeiros resultados nesta prova. Para isso, Miguel Leal não quis 'inventar' nenhuma surpresa e apostou nos nomes que se esperavam.
Só que o Treinador do Moreirense não demorou muito a mexer. Não existem estatísticas para comprovar tal, mas a lesão de Bolívia, logo aos três segundos de jogo, é candidata à mais rápida da história do futebol. O lance fez com que o jogo estivesse parado por três minutos, mas o árbitro preferiu poupar Casemiro a um amarelo que se justificava.
Mesmo com a mexida (Vítor Gomes foi a jogo), o Moreirense em nada se desorganizou. Pelo contrário, a equipa Minhota provou ter a lição de Miguel Leal muito bem estudada, tanto que a primeira parte teve domínio Portista na posse de bola, mas não se traduziu numa supremacia ofensiva.
Para uma análise rigorosa, talvez seja justo considerar como real oportunidade de golo apenas um remate de Danilo, a meio do primeiro tempo, ele que foi o mais incorformado desses 45 minutos, mas que teve que contar com os bons reflexos de Marafona.
Por seu turno, o Moreirense procurava deslizes defensivos dos azuis e brancos para venenosos contra-ataques, que até começaram a ser criados, mas que raramente foram concluídos.
Tudo somado e um 0 x 0 que se justificava pela fraca primeira parte ofensiva que se desenrolou no Dragão. Os Portistas sem conseguirem encontrar brechas na equipa adversária, os Cónegos empenhados na segurança do ponto.
O FC Porto entrou mais aguerrido na segunda parte. Tinha que entrar, precisava de fazer mais para chegar aos golos, pois o Dérbi de Lisboa já decorria e era vital colocar pressão nos adversários, assim como era obrigatório chegar à liderança.
Lopetegui terá, de certeza, puxado as orelhas aos seus Jogadores, pedindo mais intensidade e velocidade, bem como mais virtuosismo. Notava-se que Brahimi e Óliver Torres estavam apagados e pareciam acusar algum cansaço, mas era deles que o Treinador mais esperava.
Tanto esperou, que alcançou. Foi Brahimi quem, aos 62 minutos, serpenteou a defensiva contrária e encontrou Óliver Torres em posição privilegiada. Colocou aí a bola e o Espanhol direcionou-a para a rede.
Estava aberto o activo e o jogo tinha outro filme. Era hora de o Moreirense responder e olhar para as costas de Fabiano, pensando em formas de conseguir lá chegar. Mas foi o FC Porto a tornar a marcar, pelo inevitável Jackson Martínez.
Por duas vezes, o Colombiano mostrou a sua veia goleadora. Na primeira, Óliver Torres sacrificou-se (lesão no braço) para que Marafona errasse. Na segunda, momentos depois de Juan Quintero ter feito regressar ao Dragão o fantasma das grandes penalidades, depois de permitir ao Guardião contrário a defesa a um castigo máximo.
Vitória justa dos Portistas, num desafio que Lopetegui voltou a perceber que, frente a equipas de menor dimensão, precisará de mais intensidade, ao invés de posse de bola em demasia. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Brahimi

domingo, 31 de Agosto de 2014

Porque é mesmo um jogo difícil

Após a qualificação para a Liga Milionária da UEFA, eis que os Dragões voltam novamente a sua atenção para o Campeonato nacional. Numa jornada onde os rivais da Capital medem forças entre si, os Azuis e Brancos recebem no Estádio do Dragão o recém-promovido Moreirense que até que teve um arranque positivo neste seu regresso ao escalão maior do futebol Luso.
 
Ao contrário dos “Quaresma Lovers” que resolveram levar a cabo uma campanha medrosa e falaciosa contra o Treinador Espanhol porque este fez do “minino” um Jogador como os outros, este jogo tem mesmo de ser encarado como difícil, senão dificílimo. É sempre melhor ter-se este tipo de atitude do dar uma de bronco mal formado que diz levar tudo à frente e depois acabar surpreendido porque perdeu o jogo.
 
A alicerçar a atitude razoável de quem anda nestas coisas há muito tempo está o simples facto de a equipa de Moreira de Cônegos já ter imposto um empate a zero bolas ao Braga. Não é fácil jogar contra o Sporting Clube de Braga. Para mais sabendo que se tratava de uma equipa de menor dimensão seria de esperar que os Bracarenses tivessem derro5tados os Cônegos com maior ou menor dificuldade, mas o resultado final foi um empate a zero, o que nos leva a concluir que este Moreirense é mesmo dificílimo.
 
Olhando para a equipa de Miguel Leal, um estreante nestas andanças, rapidamente reconhecemos dois ou três nomes que saltam à vista e concedemos a estes o estatuto de melhores Jogadores do Plantel. São eles Vítor Gomes, Bolívia e Ramón Cardozo. Todos os restantes, à semelhança do seu Treinador, são pouco ou nada conhecidos do Mundo do Futebol que querem mostrar a sua qualidade num palco privilegiado de nome Dragão. Mais uma boa razão para apelidar este jogo de dificílimo.
 
Relativamente aos Portistas, ​os defesas Marcano e José Ángel são as novidades da convocatória elaborada por Julen Lopetegui tendo em vista esta partida com o Moreirense, agendada para hoje, às 18H, no Estádio do Dragão, a contar para a terceira jornada da Liga.
 
Comparativamente à convocatória elaborada pelo Técnico Espanhol para a recepção ao Lille, para a segunda mão do play-off da UEFA Champions League, saem das escolhas Diego Reyes e Alex Sandro.
 
Lista de 18 convocados: Andrés Fernández e Fabiano (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, José Ángel, Evandro, Herrera, Adrián López, Ricardo, Óliver Torres e Rúben Neves.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, José Ángel, Casemiro, Rúben Neves, Herrera, Óliver Torres, Brahimi e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam acompanhar este jogo em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

A importância de vencer em casa

Eis que já é conhecido o Grupo da Champions onde participará o Futebol Clube do Porto. Um velho conhecido e duas novidades é o que espera o Dragão numa fase de grupos onde vencer em casa vai ser, a meu ver, a chave para a passagem à fase seguinte da prova. Isto porque os Azuis e Brancos terão de realizar deslocações tremendamente complicadas e muito distantes. 
 
San Mamés, histórico e remodelado estádio do Athletic Bibao é sempre um inferno para os visitantes. Para além disto, a equipa Basca conta somente com Jogadores da sua cantera que sentem o Clube e Região como ninguém. Para os Bascos vencer em casa é uma questão de Honra e de Vida ou Morte. Até à data houve apenas dois confrontos entre Bascos e Portistas, nos longínquos anos de 1956/57, com o FC Porto a perder os dois.
 
Temos depois a deslocação à gélida Barisaw onde mora o BATE Borisov, crónico Campeão Bielorusso. Este Clube já é um cliente habitual da Liga dos Campeões e todos os que já jogaram no seu estádio sentiram muitas dificuldades por causa do piso sintético e clima abrasivo. E convêm não esquecer que nesta altura do ano o Campeonato da Bielorrússia já vai muito adiantado, o que coloca a equipa da casa numa fase muito adiantada no que à sua forma física/entrosamento diz respeito. Não há registo de qualquer confronto entre Dragões e o BATE ou tão pouco com outro Clube da Bielorrússia.
 
Por último existe a complicada deslocação à Ucrânia. Não pelo adversário em si até porque a equipa do Shakhtar Donestk nem é um rival de más memórias para os Azuis e Brancos, já que em quatro jogos os Portugueses venceram três e cederam apenas um empate, mas o ambiente de guerra que tem sido levado a cabo pelo regime criminoso de Kiev faz com que qualquer deslocação a este País seja uma tremenda aventura. Para mais os Nacionalismos estão nos píncaros ou não tivesse um grupo de neo nazis tomado o poder à força e imposto o seu regime de terror. Será por isto de esperar um ambiente terrível em Kiev, casa emprestada do Donestk em virtude do conflito armado a que já aqui fiz referência.
 
E pronto. Alea jacta est. Não existem, nem nunca existirão, grupos acessíveis e grupos complicados pois tal é determinado pelas prestações das equipas, mas volto a realçar que o apuramento do Dragão para a fase seguinte passa pelas fundamentais vitórias caseiras dado que as dificuldades fora de portas vão ser mais que muitas.

quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

Mary Poppins recordada na FPF

No dia 29 de Agosto de 1964, estreava nos Estados Unidos “Mary Poppins” uma fantasia musical da Disney. O filme narra a história do banqueiro George Banks que trata com severidade os seus filhos. Os miúdos Michael e Jane “despedem” todas as amas que o pai contrata. Certa noite, Jane, escreve uma carta onde pede o que seria a ama perfeita. No dia seguinte Mary Poppins desce do céu suspensa de um guarda-chuva com a carta na mão e, a partir daí, enche de alegria e animação a vida daquela família. In Wikipedia
50 anos depois Fernando Gomes, o insigne presidente da FPF, ressuscita na pele da intérprete de “Supercalifragilisticexpialidoso” canção que descreve a fórmula milagrosa para sair bem de situações difíceis. Uma outra interpretação faz referência a “algo acima do comum” que só poderia ser a decisão do Conselho de Justiça sobre as eleições na LIGA a que o senhor Fernando Gomes, nem sequer se referiu, provavelmente para desviar as responsabilidades da FPF das diatribes do senhor que manda no “Organismo Autónomo”.

Veio então anunciar umas medidas avulsas que não tem nada a ver com as críticas que deveria ter assumido há dois meses sobre a miserável prestação da equipa técnica que escolheu para o Mundial. Quando se esperava (no mínimo) que dirigisse criticas ao único responsável por aquele descalabro, o treinador Paulo Bento, mais os restantes membros/ex-jogadores do clube da treta que se pavoneiam pela FPF e ninguém sabe ao certo o que andam por lá a fazer, arranjou outro “culpado”. O médico da seleção Dr. Henrique Jones e a equipa médica foram despachados em grande velocidade. Em sua substituição criou uma tal USP Unidade de Saúde e Performance, uma espécie de BES SAÚDE aplicado ao futebol!

Noutro quadrante da FPF, o esperado castigo ao arruaceiro do costume, não se verificou. Jorge Jesus foi apenas “punido” com uma multa sem significado. Não sei o que mais precisa o homem de fazer para levar uma sanção exemplar. Repare-se no que aconteceu a Bill Davies treinador do Nottingham Forest em Março. Foi castigado com cinco jogos de suspensão e vai pagar 11 mil euros de multa. Em causa esteve um incidente no túnel no intervalo do jogo Nottingham Forest x Leicester City, que envolveu Davies e o árbitro do encontro.

A Comissão Reguladora Independente que tomou conta do caso acusou o técnico do Nottingham de quebrar duas alíneas da regra E3 da Football Association, órgão que rege o futebol inglês, que prevê incidentes no túnel e pune linguagem imprópria ou confrontos. Agora foi conhecido o castigo a Simeone que, por motivos semelhantes razões, levou 8 jogos!
O trolha que (ainda) treina o clube da treta é useiro e vezeiro em atitudes como esta, dentro e fora do relvado, mas para os órgãos do nosso futebol é um protegido do sistema. Passa os jogos a gesticular, protesta com o 4º árbitro e auxiliares e insulta o árbitro do encontro. Neste caso de Domingo, como prémio, foi confraternizar com uns amigos que tem por aqueles lados.

À margem do encontro em que a “instituição” foi beneficiada com a anulação de um golo perfeitamente legal, continuámos a assistir às nomeações do tratador dos cãezinhos amestrados. Nomeia sempre árbitros benfiquistas para jogos do Benfica. Também se calhar não há outros, eles são escolhidos a dedo. Nas subidas e descidas dos árbitros está o truque. Os lacaios tudo fazem para agradar ao clube do regime. Vamos ver quem será o feliz contemplado para dar a banhada no próximo Domingo aos Calimeros sabendo-se que em relação a esta corja, nem mesmo a nossa Mary Poppins conseguirá fazer nada.

Até à próxima.