segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

Pensamento da Semana: E as Modalidades?

Vou ser directo e passar de imediato para a questão que aborda este Pensamento. Os Portistas sentirão pelas modalidades o mesmo carinho que sentem pelo futebol?
 
Na minha opinião, que vale o que vale, não.
 
Acho que a execpção, durante muitos anos, foi o Hóquei em Patins mas também esta modalidade Azul e Branca, com tantas Glórias e Conquistas no seu Historial, já conheceu melhores dias em termos de aficionados.
 
O facto é que o adepto Portista não sente pelo Andebol/Basquetebol/Hóquei em Patins/Natação o mesmo carinho que sente pelo futebol.
 
Raras são as execpções onde as Modalidades são analisadas e seguidas ao pormenor. Isto salvo se o SL Benfica visitar o “Dragãzinho”. Aí a casa enche para o bem e para o mal e todos adoram a modalidade do confronto que opõe Dragões a Águias. Apesar de tudo tem sido notória a aposta da Secção de Andebol, por exemplo, para trazer para a Invicta os melhores jogadores por forma a vencer cada vez mais e melhor, mas será que este esforço compensa tendo em consideração o n.º de adeptos/associados que atrai?

domingo, 23 de Novembro de 2014

Estamos a vacilar? Ou será que é a equipa que vacila por nós?

O dragão não assobia arbitros, não pressiona arbitros, mas fa-lo aos nossos jogadores e ao nosso treinador.... Mais o dragão ouve uns fdp duns sportingusitas a insultarem o nosso presidente e o dragão não se manifesta, mas claro que todos os problemas que temos são do casmurro lopetegui....

Retirei este excerto de um comentário deixado na caixa de comentários do artigo por mim aqui publicado com o título O irritante Lopetegui (I).

Não vou entrar no campo do “temos de apoiar o Treinador” dê por onde der. Ou o temos de apoiar a equipa nem que chovam sapos. Este tipo de filosofia foi aplicado ao extremo na época anterior com os resultados que todos vimos. Dito de outra forma; Paulo Fonseca era “o nosso” Treinador até ter perdido com o SL Benfica. A partir daí passou a ser a besta que deveria ser excomungada do Reino do Dragão à pedrada e a equipa “apertada” pela famosa “espera do autocarro”.

Assim como também não acho que valha a pena dar importância e tempo de antena aos que vão para o Estádio fazer a triste figura de insultar e assobiar os Jogadores, Técnicos e Árbitros. Esta atitude irrita a equipa e, pior que tudo, irrita o adepto que vai ao Dragão para ver futebol.

A parte que realmente me toca prende-se com os insultos de um Deus Menor. Falo com toda a certeza da triste personagem que preside actualmente ao Sporting Clube de Portugal e de uma grande franja dos adeptos Leoninos. Vejamos de que tipo de gente se está a falar: 

"Temos que pensar no que realmente é importante para o futebol português. Na gíria popular, porque sabemos que o futebol português está bipolarizado, isto funciona como o ânus onde temos duas nádegas que se enfrentam uma à outra dizendo 'estou aqui e sou melhor do que tu'. Entre algo fisiológico como o ânus, ou sai vento mal cheiroso ou trampa. E é disto que o futebol português está cheio por dentro e por fora: trampa".

Sinceramente vamos responder a este tipo de discurso? Vamos perder tempo com um indivíduo que move Processos Disciplinares aos seus Jogadores quando estes dizem publicamente algo que não seja do agrado do tipo? Vamos “dar troco” a um gajo que comprou uma guerra santa com os Fundos rasgando simplesmente os contratos de quem lhe emprestou dinheiro para poder ter uma equipa profissional de futebol?

Merecerá a nossa atenção e da parte de todos os elementos do Futebol Clube do Porto um Clube que está em 8.º lugar na nossa Liga e que faz uma festa tremenda quando derrota o FC Porto? Acham mesmo que vale a pena perder tempo precioso com estas coisas?

Ou será que deveria ser a nossa equipa a dar a devida resposta em campo e não o consegue fazer porque é liderada por um casmurro? Ou melhor; estamos a vacilar? Ou será que é a equipa que vacila por nós?

sábado, 22 de Novembro de 2014

O irritante Lopetegui (II)

Depois de ter aqui exposto a dificuldade que me parece evidente no discurso de Julen Lopetegui, vou agora entrar em algo bem mais complexo que tem sido, na minha manifesta opinião, o Calcanhar de Aquiles do Treinador Basco.

Ponto prévio; ouvi num lugar que agora não me recordo que Julen Lopetegui veio treinar para Portugal convicto de que a Liga Portuguesa era fácil. E não será difícil discordar e duvidar desta ideia pois há não muito tempo Óliver Torres afirmou publicamente que a Liga Lusa era mais fácil que a Espanhola. Obviamente que tanto o Mister como o Atleta já aprenderam a devida lição e perceberam que afinal a Liga Portuguesa não é assim tão acessível.
Julen chegou à Invicta com uma ideia: fazer do FC Porto o FC Barcelona de Pep Guardiola. A ideia é boa som sombra de dúvida pois todos nos recordamos da eficácia daquele Barcelona que “limpou” tudo em Espanha e não só, só que Guardiola conseguiu tal feito porque tinha nas suas mãos uma tripla de estrelas de nome Iniesta, Xavi e Messi que jogam de olhos fechados desde os tempos da formação.

Coisa que no FC Porto Lopetegui não tem evidentemente. Brahimi resolve, Quaresma de quando em vez dá um ar da sua graça, Quintero idem aspas, aspas mas não será disparate algum dizer que o actual Dragão é ainda jovem e está em fase de construção. Como tal será exigível alguma estabilidade em termos de onze. Ou melhor, seria importante que houvesse um onze base que tivesse sido definido na pré época e aperfeiçoado ao longo da época em curso. Algo que Julen não fez e quando parece estar a emendar o erro, eis que volta a fazer a mesma asneira. 

Felizmente que a tal de rotatividade extrema ficou pelo caminho. Mas foi preciso o Clube Portista ter sido eliminado da Taça de Portugal no Dragão para que Julen percebesse que era impossível trabalhar a sua jovem equipa mudando-a todas as semanas. Mas bem que se poderia ter evitado este enorme prejuízo que tanta mossa fez ao Clube na sua generalidade.

Não sei o que se passa nos treinos da equipa Azule Branca, mas porquê mudar a equipa quando tudo vinha a correr bem desde a partida em Arouca? E tenhamos em consideração que o Dragão está a correr atrás do prejuízo na Liga Portuguesa ou não estivesse uns pontos atrás do primeiro classificado.

E não, não está em segundo lugar somente por culpa das arbitragens. Se o Espanhol não tivesse sido teimoso q.b. se calhar nesta altura do Campeonato estaria a liderar o Campeonato com uma margem confortável.
O último ponto de que queria aqui falar, que já aqui abordei, prende-se com a dependência de Brahimi. Se o plantel Azul e Branco não contasse com Jogadores de qualidade como Quintero, Quaresma, Tello e outros tais eu ainda percebia esta dependência do Argelino, mas não é isto que temos visto nos últimos jogos. Se Brahimi está bem o FC Porto vence e convence, se Brahimi tem uma partida menos conseguida é o ai jesus a ver se alguém marca de ressalto tal como sucedeu no último jogo ante o Estoril.

Será bom que Lopetegui resolva esta questão antes de Janeiro, porque Brahimi vai jogar na CAN e tendo em consideração aquilo que a Argélia fez no passado Mundial tão cedo o Atleta não regressará ao Futebol Clube do Porto…

sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

O irritante Lopetegui (I)

Quem segue a minha escrita neste espaço já se apercebeu que não sou de criticar Treinadores. Não sou daquele tipo de adepto que mal um Treinador chega lhe faz logo marcação cerrada para o criticar e deitar abaixo ao primeiro erro. E muito menos sou daquele tipo de pessoa que faz do Treinador novo o Salvador da Pátria que tudo sabe. Estas infantilidades já não fazem parte do meu quotidiano futebolístico.
 
Contudo Julen Lopetegui tem feito de tudo para me irritar. Com o tempo aprendi a ter paciência com os Treinadores e a esperar pelos resultados para poder fazer uma avaliação séria, mas o Espanhol tem atitudes que dão cabo da paciência de um Santo. Uma delas está no seu discurso.
 
Quando Julen chegou ao Futebol Clube do Porto passou uma imagem de pessoa ponderada, educada que sabia medir as palavras. E na altura eu já tinha dito para mim próprio que queria ver como este se ia comportar quando a nossa nada parcial Imprensa começasse a fazer o seu habitual trabalho. Chegados a esta altura do Campeonato afirmo, sem surpresa alguma, que Lopetegui não faz a mínima ideia do que é treinar um Clube como o FC Porto. Um bom exemplo são os recortes que coloquei em baixo.
Lopetegui ainda não percebeu que no Dragão não se luta pelo Título de Campeão. No Universo Portista ou se é Campeão ou não. E quando não se é Campeão nacional é sinónimo de fracasso total! 
 
Na casa Azul e Branca, fortemente hostilizada pela Imprensa que tem umas palas vermelhas e verdes, a declaração que interessa ouvir sempre é a de que seremos Campeões. È isto que os Jogadores tem de sentir no balneário e é isto que o Treinador deve fazer crer a quem o entrevista. O cavalheirismo que fique guardado na gaveta da secretária do Basco!
 
E já que falamos em Cavalheirismo, este só vêm á tona quando menos interessa. Isto porque sempre que o FC Porto perde pontos a culpa nunca é do Mister Lopetegui nem dos seus Jogadores. É do árbitro e nada mais! E esta lógica aplica-se sempre tendo ou não razão de queixa. Nestas alturas Julen esquece-se do seu cavalheirismo… Lopetegui já está no comando da nau Portista há tempo suficiente para saber que em caso de dúvida prejudica-se sempre o Futebol Clube do Porto. Tal e assim, sempre foi assim e sempre será, pelo que há que acabar de vez com esta ladainha irritante dos árbitros e começar a colocar em campo um onze que de garantias de qualidade e de segurança de jogo.
 
Sobre este último ponto escreverei amanhã.

quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

Comunicado da Direcção do Blog "A Mística Azul e Branca"


Caros leitores e amigos do Blog A Mística Azul e Branca vimos por este meio comunicar que o nosso digníssimo e respeitado Cronista José Lima se irá ausentar da escrita regular neste espaço por tempo indeterminado.

A razão da sua ausência prende-se com problemas de saúde que embora não sendo muito graves o impedem de dar corpo às suas opiniões.

Assim que José Lima se encontrar completamente restabelecido este voltará a dar o seu precioso contributo a este espaço.

Apelamos desde já á compreensão de todos os que diariamente passam por este espaço. A Direcção do blog deseja desde já as rápidas melhoras a José Lima e fazemos votos de que o seu período de ausência seja o mais breve possível e que só regresse à escrita quando estiver totalmente recuperado do mal de que padece.

Fica desde já o nosso eterno obrigado por tudo o que fez pelo A Mística Azul e Branca.

quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Fraquinho, fraquinho, fraquinho

Escreveu-se na véspera que o Portugal x Argentina podia ser um fracasso, pois a corrida aos ingressos estava a ser abaixo do esperado. Quem não esteve em Old Trafford, o Teatro dos Sonhos, não se arrependeu de não ter comprado bilhete, pois o jogo entre Argentinos e Portugueses foi fraco e não teve grandes motivos de interesse. No entanto, alheio a isso, quando já se esperava o empate, Raphael Guerreiro, após assistência de Ricardo Quaresma, garantiu o triunfo à equipa de Fernando Santos.

Num espectáculo tão pobre, nem as estrelas Lionel Messi e Cristiano Ronaldo foram suficientes para animar a partida. Os dois jogadores, de resto, apenas estiveram em campo durante a primeira parte e ambos até tiveram oportunidade para marcar, embora o Argentino tenha estado bem mais activo e interventivo.

E se Messi jogou mais que Cristiano Ronaldo foi também por culpa da exibição das duas selecções. Ao longo dos primeiros 45 minutos, a Argentina foi superior a Portugal e se alguma das selecções merecia estar na frente do marcador ao intervalo era a Vice-campeã do Mundo.

Os comandados de Tata Martino tomaram conta da partida desde o primeiro minuto e os Portugueses sentiram dificuldades para conseguir sair do seu meio campo, sendo que a primeira vez que Portugal mostrou estar no jogo foi aos 29 minutos, quando Cristiano Ronaldo, após assistência de Nani na direita, fez três simulações na área Sul-americana e rematou por cima.

Foi a primeira e única situação de golo da selecção orientada por Fernando Santos na primeira parte, pois só nessa ocasião conseguiram construir uma jogada com princípio, meio e fim. Até então, dominava a Argentina, que jogava instalada no meio campo defensivo de Portugal e aproveitava insistentemente a ansiedade natural de Tiago Gomes, lateral-esquerdo que se estreou e que teve a missão difícil de (tentar) parar Messi, para atacar pelo seu lado. Consequência deste domínio, os Vice-campeões do Mundo tiveram duas ocasiões soberanas para marcar. Uma por intermédio de Di Maria, após mau passe de André Gomes, e outra por Messi, que fez a bola bater no poste após surgir nas costas de Tiago Gomes.

A primeira parte esteve longe de ser interessante, mas a segunda não foi melhor. Sem Messi e Cristiano Ronaldo, que saíram ao intervalo, as duas selecções revelaram-se orfãs dos dois «extraterrestres» e não há memória de uma verdadeira ocasião de golo durante até aos 90 minutos. A qualidade de jogo baixou e tal aconteceu mais por culpa da Argentina, que diminuiu a intensidade.

Por sua vez, Portugal continuou sem existir ofensivamente (o lance já referido de Ronaldo foi mesmo o único de perigo durante os 90 minutos por parte dos Lusos) e para a história parecia que ia ficar o 0 x 0 que, tendo em conta o que tinha sido a partida, tinha de ser considerado positivo.

Porém, no futebol tudo pode mudar de um momento para o outro e num lance em que a sorte bafejou os jogadores Portugueses, Portugal chegou à vitória. Foi já no período de compensação que o estreante Adrien Silva rematou, a bola bateu acidentalmente em Éder e sobrou na direita para Ricardo Quaresma. O extremo do FC Porto, talhado para ser decisivo na era Fernando Santos, cruzou com conta, peso e medida e Raphael Guerreiro, completamente sozinho na área, cabeceou para o fundo da baliza, garantindo a vitória no particular sobre a Argentina. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Ricardo Quaresma