terça-feira, 29 de Julho de 2014

Pensamento da Semana: Já vai começar a palhaçada?

Estive no Dragão a assistir à apresentação do Futebol Clube do Porto versão 2014/15. Vi a festa e o jogo que era o que mais me interessava.

E o que vi da partida ante os Franceses serviu para confirmar aquilo que tinha em mente: ainda há muito caminho para a equipa de Lopetegui vir a ser aquilo que todos desejamos.

Confesso que não gostei mesmo nada dos disparates que a defesa, a mesma da época passada curiosamente, assim como também não fiquei nada agradado com a síndrome “barata tonta” que se apossou do Dragão quando o cronometro apertava e o nulo insistia em não se desfazer.

Mas daí a assobiar a equipa e insultar toda a gente, treinador incluído, ainda vai uma tremenda distância.

Estamos na pré temporada! Aquela altura do ano futebolístico onde se fazem experiências, se dá tempo de jogo a certos jogadores que depois, provavelmente, passarão a maior parte do seu tempo no banco/bancada, onde se experimentam sistemas e se buscam as bases de entrosamento da equipa.

Que parte do conceito de pré temporada é que os “polícias sinaleiros” não perceberam? Já querem uma equipa a dar o litro quando esta ainda está em construção? Mas está tudo doido?

Pelos vistos para esta malta do assobio não lhes bastou o descalabro que ajudaram a criar na época passada. Querem mais “sangue” e pelos vistos vergonha na cara é coisa que lhes está em clara falta.

Já vi que isto vai ser bonito caso a coisa corra mal. Espero que a Direcção do FC Porto e treinador já tenham solicitado junto da PSP a devida protecção contra os habituais idiotas que fazem as fabulosas e muito instrutivas “esperas” à equipa quando os resultados não lhes agradam.

segunda-feira, 28 de Julho de 2014

Treinador novo, Jogadores novos e os velhos maus hábitos do costume (mais uma vez)

Faltou o golo na apresentação do FC Porto aos adeptos, pois os Azuis e Brancos não foram além de um empate sem golos diante do Saint-Étienne, quarto classificado da última edição do Campeonato Francês.
Apesar de não ter havido festejos de golos, os Azuis e Brancos mostraram que há processos que estão a ser bem assimilados, algo que se notou pelo bom entendimento entre os jogadores, apesar de haver muitas caras novas no plantel para 2014/2015. No entanto, à medida que Lopetegui foi mexendo na equipa ao longo do encontro, colocando muitos atletas novos a jogar juntos, foi notório que ainda há estranheza entre eles, algo normal tendo em conta os poucos treinos que tiveram juntos.
Porém, pelo jogo de apresentação percebeu-se que Jackson Martínez, caso fique no plantel, terá um papel fundamental na equipa. Sem ele, o FC Porto não tem mais ninguém que possa jogar tão bem dentro da área e por isso criou pouquíssimas situações para marcar, apesar do volume ofensivo de jogo que conseguiu especialmente na primeira parte e início da segunda.
Mais atrás, destaque para Fabiano, que foi um dos grandes responsáveis pelo facto do Saint-Étienne não ter apontado qualquer golo, mostrando de forma clara a Julen Lopetegui que pode contar com ele ao longo da temporada para guardar a baliza dos Dragões.
O FC Porto apresentou-se aos sócios no Estádio do Dragão com um onze longe de ser aquele que Julen Lopetegui deverá apresentar no primeiro jogo oficial da temporada. O treinador Espanhol apostou em Fabiano, Danilo, Maicon, Diego Reyes, Alex Sandro, Rúben Neves, Óliver Torres, Hector Herrera, Ricardo Quaresma, Ricardo Pereira e Sami e decidiu colocar alguns reforços sonantes no banco de suplentes.
Das apostas de Julen Lopetegui, desde logo se percebe a ausência de um referência na área adversária, sendo que Sami foi o responsável por tentar aparecer mais vezes em zonas de finalização, mas chegou ao final da primeira parte sem qualquer chance para marcar. Na verdade, os Azuis e Brancos produziram muito jogo ofensivo durante os primeiros 45 minutos, mas criaram poucas ocasiões para marcar.
As excepções foram Hector Herrera, que rematou para uma grande defesa de Jessy Moulin, e Rúben Neves, que surgiu à entrada da área a rematar ao lado após uma boa jogada de ataque ao primeiro toque por parte do FC Porto. Por falar em Rúben Neves, o médio de apenas 17 anos jogou pela primeira vez no Estádio do Dragão e ficou claro que tem grande potencial e uma enorme margem de progressão. Jogou de início no lugar que durante a temporada deverá ser de Casemiro e mostrou segurança, boa visão de jogo e certeza no passe, além de ter surgido em zona de finalização quando teve oportunidade. Claramente, um jogador a seguir.
Mas não foi só Rúben Neves a novidade no FC Porto de Julen Lopetegui. Frente ao Saint-Étienne, os adeptos puderam ver um Ricardo Quaresma mais dado à equipa, ajudando nas tarefas defensivas imediatamente a seguir ao momento da perda de bola. Além disso, os laterais estiveram mais comedidos nas subidas pelos corredor, apoiando na mesma o ataque mas com mais critério em comparação com a época passada. Contudo, os Dragões mostraram capacidade para jogar constantemente pelos dois flancos, rejeitando ficar refém de apenas um.
No plano defensivo, numa altura em que se fala na chegada de um novo guarda-redes ao FC Porto, Fabiano exibiu-se em bom plano, mostrando segurança quando teve que intervir em vários lances perigosos do Saint-Étienne, que tentou sempre aproveitar as distrações e os erros dos jogadores Azuis e Brancos.
À entrada para a segunda parte, Julen Lopetegui optou por mudar cinco jogadores no onze, quatro reforços, Casemiro, Yacine Brahimi, Cristian Tello e Adrián López, e um jogador que já fazia parte do plantel na temporada transacta, Juan Quintero.
O internacional Colombiano entrou bem na partida e teve a primeira situação para marcar da etapa complementar, tendo fugido à marcação da defesa Francesa e rematado às malhas laterais da baliza de Jessy Moulin. Pouco depois, Quintero executou um último passe perfeito para Adrián López surgir em boa posição, mas o Espanhol não esteve bem no remate e permitiu a defesa do guardião do Saint-Étienne.
Porém, apesar de ter quase sempre a bola na sua posse, o FC Porto viu o Saint-Étienne ter as melhores ocasiões para marcar, valendo Fabiano a negar o golo com defesas bastante seguras. Além disso, já nos instantes finais, os Franceses só não estragam a festa Portista porque Kévin Monnet-Paquet rematou a milímetros do poste, causando um coro de assobios vindo das bancadas, pois nessa altura os Dragões tinham perdido o controlo do encontro e estavam demasiado exposto em campo.
De referir que à passagem do minuto 70, Lopetegui mexeu no esquema táctico, tirando Diego Reyes e colocando Kelvin em campo, passando o FC Porto a jogar com três defesas, fazendo com que Casemiro, médio mais recuado, passasse a ter mais preocupações defensivas do que até então.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Fabiano

domingo, 27 de Julho de 2014

Pois, pois

A pré temporada é sem sombra de dúvida uma fase do ano que custa imenso a passar. Adeptos e jornais sofrem com a falta de matéria futebolística e depois temos as lindas pérolas que vemos na imagem em cima.

Quem anda por este Mundo da Bola há algum tempo com toda a certeza já se apercebeu que após uma época desastrosa o Futebol Clube do Porto dá sempre uma enorme liberdade ao treinador na construção da sua equipa. Foi assim com José Mourinho e com André Villas-Boas por exemplo.

Tal comportamento, para o bem e para o mal, só não é seguido quando o Clube conquista o Título de Campeão.

Para mais caso a coisa não corra como todos desejamos o Espanhol vai ver a quem irão os “cavalheiros” do costume atirar tochas e pedras, mesmo tendo este dito que as contratações foram da responsabilidade de todos e não só dele.

Duas notas finais:

- Primeiro que tudo quero, sem muito show e barulho, agradecer a Deco o facto de ter querido “pendurar as botas” no Dragão. O Mágico sempre foi um Atleta diferente para melhor. Este seu último gesto enquanto Jogador Profissional de Futebol valoriza-o imenso como Pessoa e Jogador que encantou o Mundo do Futebol. Grandes Jogadores não são só aqueles que fazem magia com ima bola nos pés, mas sim aqueles que sabem ser Homens com “H” grande;

- Não sou adepto que vá para o estádio assobiar e insultar Jogadores. Não o faço e detesto que o façam porque por norma ninguém liga importância alguma a quem está a protestar e tal comportamento ridículo apenas incomoda quem está ao seu lado. Contudo não percebo porquê carga de água uma certa Claque Azul e Branca tenha ficado muito incomodada com o facto de Lionel Messi ter sido assobiado no Dragão. Então o Argentino não pode ser assobiado mas os Jogadores Azuis e Brancos podem ser assobiados, apedrejados e insultados? Ganhem mas é tino!

sábado, 26 de Julho de 2014

Se quer sair que saia!

Nunca gostei das novelas de pré temporada. Principalmente daquelas em que o Jogador diz que quer sair, o Clube não deixa, o Empresário do dito vem depois fazer queixinhas para a Comunicação Social e tudo pode terminar com um activo do Clube que resolve “amuar” durante a nova época.
 
Neste momento refiro-me, obviamente, a Jackson Martinez, mas outros exemplos podem aqui ser chamados ao debate tendo em Paulo Assunção a pior das consequências destas “guerras” entre Clubes e Empresários.
 
Hoje em dia o amor à camisola é coisa do passado. Num Mundo altamente competitivo como o que vivemos actualmente é “viver ou morrer”. Para quem tem uma carreira curta como os Jogadores de futebol é perfeitamente natural que procurem ganhar o mais possível para poderem garantir a sua reforma com a maior das tranquilidades. 
Naturalmente que pelo meio temos os Empresários a fazer o seu “jogo do empurra” porque se o Atleta for contratado pelo Clube A, B ou C ganha uma choruda comissão, mas isto faz parte do novo Mundo da Bola e há que saber viver com isto.
 
Ora, sendo as coisas como sabemos que são, a meu ver, se Jackson quer sair do Dragão que saia! 
 
Já houve quem tivesse oferecido pelo seu passe um valor a rondar a cláusula de rescisão, então que se aceite a proposta de compra em vez de se dar uma de “durão”. Desta forma ganha o Clube que arrecada mais um milhões importantes na sua luta contra o enorme Passivo, ganha o Atleta que deixa de ser um possível “peso morto” do plantel Azul e Branco e ganha o Empresário que assim passará a chatear outro Clube quando Jackson quiser sair.
 
Não estou com isto a afirmar que o Futebol Clube do Porto deva abrir mão dos seus activos sem mais nem menos, mas entre lucrar 35 milhões e se lucrar 0 é de longe bem melhor aceitar os 35 do que ficar com um possível Paulo Assunção.

sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Balelas e barretes

Quem me conhece sabe muito bem que não dou valor algum ao que a Comunicação Social Desportiva escreve. Então quando estamos em pré temporada tudo o que esta diz, pensa, relata e opina tem um valor qualquer bem abaixo de zero na minha modesta opinião.

Ora vem isto a respeito dos relatos que temos visto do eterno rival SL Benfica. O cartoon que vemos mais abaixo é um retrato, mesmo que cómico, da1quilo que tem sido dissecado até á exaustão em Jornais como A BOLA e Record.
Segundo estes Jorge Jesus está completamente à nora e não tem material suficiente para dar a volta a uma situação complicada. Assim como se de repente os Benfiquistas tivessem vendido todo o seu Plantel e agora sejam forçados a recorrer aos Juniores e equipa B para poderem defender o Título de Campeão que conquistaram na época anterior.

Mas mais engraçado que tudo isto é ver Jorge Jesus a dizer publicamente, na maior das descontrações, que não tem equipa e que precisa de reforços. A “enorme camioneta” de emprestados pelos vistos não conta para o totobola do Técnico, mas isto são outras conversas.

Ora tal postura de todos estes actores indica-nos o seguinte:

- Efectivamente o Clube Lisboeta está numa situação tal em que nem vale a pena competir na Liga Zon Sagres que está para começar em meados de Agosto;

- Ou está tudo a preparar o foguetório para que caso o Benfica conquiste novamente o Título se eleve Jorge Jesus à condição de Deus Supremo do Futebol Internacional.

Pessoalmente inclino-me para a segunda opção. Não seria de estranhar que tal fosse uma realidade dado que estamos a falar de quem estamos a falar.

Por isto nada de acreditar nestas balelas e muito menos deixem que vos enfiem o barrete.

O Benfica está forte e não é pelo facto de perder todos os jogos de preparação que o Dragão terá á sua frente uma passadeira estendida até ao Título. Haja cautela, empenho e muita desconfiança porque já se sabe como funciona esta malta da escrita desportiva.

quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Helton merecia mais

Ainda não está confirmada uma eventual saída/”reforma” do carismático Capitão do Futebol Clube do Porto, mas tudo parece apontar para que tal venha a ser uma inevitabilidade.
 
Julen Lopetegui não trouxe consigo somente a famosa torre.
 
Pelo pouco que ainda nos foi dado a observar, o Espanhol pretenderá que a equipa Azul e Branca jogue com as suas linhas bem subidas e tal obriga a que o Guarda-redes funcione como um Líbero (um pouco à semelhança da actual Alemanha Campeã do Mundo). O mesmo é dizer que lá com isto o Guardião da Baliza Portista terá obrigatoriamente de jogar bem com a bola nos pés.
 
Ora é certo e sabido que Helton tem inúmeras qualidades, mas jogar com a bola nos pés não é uma delas. O Brasileiro é um desastre natural quando é chamado a tais tarefas. Já o mesmo não se pode dizer de Fabiano.
 
Se juntarmos a isto o facto de Helton não “estar a caminhar para novo” e que tal contribui para a lenta recuperação da grave lesão que contraiu na época passada, não será portanto asneira alguma dizer que chegou a vez de Helton se ir embora do Dragão.
 
E chego a tal conclusão com uma profunda tristeza. 
 
O Brasileiro podia ser um tudo ou nada preguiçoso pois precisou quase sempre de uma “sombra” no banco de suplentes que lhe “ameaçasse” o lugar, cometeu alguns “frangos” que comprometeram a carreira do Futebol Clube do Porto nas provas internacionais, mas este merecia sair pela porta grande e nunca depois de uma temporada onde tudo correu mal no Reino do Dragão.
 
Efectivamente Helton não merecia nunca sair pela porta pequena, mas também nunca ninguém disse, ou dirá, que no Mundo do Futebol existe Justiça.