quinta-feira, 30 de julho de 2015

O jogo teve duas partes distintas

A lapalissada é do novel treinador da moirama na primeira de muitas derrotas que se auguram para esta temporada. O joguinho, além de servir de esmola para os depauperados cofres da Instituição terá servido para rodar jogadores. Repararam nos termos em itálico?

Frases feitas, calão, metáforas. Nesta amostra não incluo comentários dos analfabetos desportivos que odeiam o nosso clube. Nem Gomes da Silva o aldrabão do Dia Seguinte, Fernando Seara o asno pomposo do Prolongamento, e muito menos as cacofonias de Eduardo Barroso o talhante dos fígados. Ficam também de fora, esses por absoluta falta de espaço, as redundâncias do Gabriel Alves, as bacoradas de Jorge Jesus, os disparates do intestino delgado, e os vómitos semanais da parelha Leonor Pinhão/Miguel Sousa Tavares. Para estes a minha gargalhada de desprezo.

Estamos na silly season onde tudo é permitido, mesmo construir um texto com base em expressões do nosso futebolês. É como a letra de uma canção ou fazer um bolo? Pensa-se numas dezenas de termos típicos, mistura-se com 125gr de manteiga, o mesmo de açúcar e farinha, a que se juntam 6 gemas batidas. Está criado o monstro. Depois é só expurgar algumas palavras, as que sobram podem rimar ou não, arranjar um refrão que fique no ouvido, vai ao forno 20 minutos em lume brando e voilá. No final desenforma-se, barra-se com as claras batidas em castelo e coloca-se Vítor Pereira, o benfiquista do clube da treta, no topo, vestido de anjinho.
Vejam lá que até o special one se meteu connosco. E tudo por causa do valor do passe de Imbula. O homem esquece-se que se não fosse o nosso clube a esta hora estava a treinar o Setúbal. Quando veio para cá só conhecia clubes do meio da tabela, como o Benfica e o Leiria. Com Jorge Mendes forma a dupla dos maiores ricaços que andam no futebol. E não se lhe negando mérito desportivo é odiado por meio mundo da bola, desde os jornaleiros dos pasquins internacionais até presidentes e jogadores de topo.

A última vítima foi Casillas que até nem é mau de todo, pelo menos não faz rodriguinhos como o Helton. Agora que temos o Imbula a servir de tampão e o Indi uma força da natureza, vamos bater o record de menos golos sofridos. E já viram que meio campo com passes à flor da relva, André a carregar o piano, Bueno a abrir espaços para os alas entrarem, e Ruben Neves a inventar passes verticais para o futuro ponta-de-lança mistério?

Por enquanto ainda só jogámos a feijões mas quando isto for a sério temos que entrar em campo à Ramaldense. Ou passa o homem ou passa a bola. Lá atrás não haverá problemas. Uma defesa em bloco alto, Maxi à sarrafada, Sandro nas transições, e duas torres ao centro que até podem fazer roque como no xadrez para dobrar os laterais ou quando necessário irem receber o chuveirinho na marca de grande penalidade. Agora sem Quaresma há menos trivelas para as nuvens. Não podemos é ficar a seco. Os Super Dragões e o Colectivo apoiam a equipa como sempre. Temos que fazer daquilo um Dragon Hell.

Ricardo, sempre-em-pé, Brahimi vagabundo da área, Danilo um puro-sangue e Aboubakar uma seta apontada à baliza. E Bueno pode jogar nas costas dele. Mesmo que Tello, Herrera ou Varela sejam uns tropeções, André Silva pode ser a arma secreta desta época a aparecer no espaço vazio. Gostava que fossem todos vedetas, trabalhassem como mouros, e conseguissem dar-a-volta-ao-texto! Nada de lateralizar a bola! Jogar em pressão alta e todo o gás. A maior dúvida para mim é Imbula. Não veio da alta-roda mas tenho uma fezada no homem.
Viram como o orelhas consegue ter colinho outra vez? O homem joga sem bola, move-se na sombra, refresca a equipa, prepara-se para o triplete enquanto nós andamos a pastar em campo. Joga em reviengas constantes. Desta vez ainda mal começou o aquecimento e já tem 3 intocáveis na equipa-base: o presidente da FPF, um benfiquista como presidente da Liga, e o presidente da Arbitragem mais os seus cãezinhos amestrados.

Até à próxima

quarta-feira, 29 de julho de 2015

O Cantinho das Modalidades

Andebol
 
O sorteio do Campeonato Fidelidade Andebol 1, realizado no auditório da DNA Cascais, ditou que o Águas Santas será o primeiro adversário do FC Porto na defesa do Heptacampeonato conquistado na época anterior. O jogo está agendado para dia 5 de Setembro e será disputado no Pavilhão do Águas Santas.
 
O segundo jogo dos Dragões será também fora de portas, numa deslocação à Maia, para defrontar a ADA Maia, em partida agendada para dia 12 do mesmo mês. A estreia no Dragão Caixa do conjunto comandado por Ricardo Costa é na terceira jornada, em que vai medir forças com o Madeira SAD. No que diz respeito aos clássicos, estão agendados para duas jornadas seguidas: o primeiro encontro com o Sporting está marcado para a sexta jornada (a 3 de Outubro) e o jogo da primeira volta com o Benfica será na sétima (uma semana depois). A recepção ao Sporting está prevista para 19 de Dezembro e a visita ao recinto do Benfica para 16 de Janeiro de 2016.
 
A fase regular da prova termina a 6 de Fevereiro do próximo ano, seguindo-se, para os oito primeiros classificados, um play-off. Tal como na época anterior, a fase final será disputada em regime de eliminatórias, com os quartos-de-final a jogarem-se à melhor de três encontros e as meias-finais e a final à melhor de cinco. O play-off tem início previsto para 20 de Fevereiro e o quinto jogo da final (se necessário) será realizado a 28 de Maio.
 
Já a Supertaça de andebol, que colocará frente-a-frente o FC Porto e o ABC, vai disputar-se a 30 de Agosto, pelas 15H, no Pavilhão Municipal de Castelo Branco. Os Heptacampeões disputam o primeiro troféu da época frente aos Bracarenses, em jogo que antecede o início da campanha no Campeonato Fidelidade Andebol 1. 
 
A Supertaça será o primeiro compromisso oficial da equipa orientada por Ricardo Costa em 2015/16, que já iniciou os trabalhos a 27 de Julho.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Fraco desempenho em jogo treino

Jogo enfadonho, típico de pré-temporada, com FC Porto e Schalke 04 a empatarem a zero, após 90 minutos em que as melhores oportunidades de golo pertenceram aos Alemães mas em que os Dragões procuraram ser o mais fiéis possível ao seu estilo de jogo.
 
Julen Lopetegui gosta de privilegiar a posse de bola e de ver a sua equipa a começar a construir desde trás. Os jogadores, dentro das quatro linhas, procuraram seguir à risca as indicações do treinador, mas isso acabou por tornar o encontro pouco interessante, pois a troca de bola entre os jogadores do FC Porto era feita essencialmente numa zona recuada do terreno, o que significa que não criava mossa na formação adversária.
 
Nos processos de equipa sem bola, os Dragões, ao contrário do que Lopetegui pretendia, foram pouco pressionantes, especialmente na primeira parte, o que permitiu ao Schalke 04 sair a jogar e ter mais espaço para circular a bola, o que fez com que os Germânicos dispusessem de oportunidades de perigo. Foi na maioria das vezes pelo corredor esquerdo - Draxler foi levando a melhor nos duelos com Ricardo Pereira – que a turma de Gelsenkirchen foi-se aproximando da área do FC Porto. Em alguns momentos valeu a atenção de Iker Casillas ou a pouca eficácia dos atacantes, Huntelaar e Di Santo.
 
Mas se Ricardo Pereira sentia bastantes dificuldades para travar Draxler, do outro lado Alex Sandro exibia-se a bom nível. Foi, inclusivamente, por intermédio do lateral-esquerdo Brasileiro que surgiu a melhor (e única!) possibilidade para o FC Porto marcar. Sempre que pôde, o capitão dos Dragões procurou apoiar o ataque e chegou mesmo a rematar ao poste, numa clara tentativa de, apesar do pouco ângulo que tinha, surpreender o guarda-redes.
 
Ainda no ataque, Silvestre Varela foi o jogador que mais correu e procurou mexer com o jogo do FC Porto na primeira parte, mas nem sempre bem acompanhado. Sérgio Oliveira e Evandro, os médios que tinham como missão procurar apoiar o ataque na primeira parte, raramente tiveram possibilidade para fazer a diferença e das poucas vezes que tiveram, houve demasiada cerimónia na hora de rematar à baliza. Além disso, o meio-campo Azul e Branco mostrou ainda ter pouca criatividade para surpreender.
 
Na segunda parte, com as mudanças protagonizadas pelos dois treinadores, houve menos ocasiões de golo mas a toada do jogo manteve-se, especialmente do lado Azul e Branco. Apesar de ter tido mais bola do que o Schalke 04, o FC Porto sentiu dificuldades para unir os sectores da equipa e a melhor ocasião de golo na etapa complementar pertenceu aos Alemães. Se Casillas esteve bem no primeiro tempo, o mesmo há a dizer de Helton no segundo, especialmente na forma como evitou que Huntelaar, em boa posição, marcasse.
 
Com a entrada de Maxi Pereira, os Dragões procuraram mais o corredor direito para atacar, mas notaram-se ainda as faltas de rotinas entre o Uruguaio e Cristian Tello, extremo lançado também no decorrer da segunda parte. E no que ainda diz respeito à falta de rotinas, também pouco se deu pela entrada de Bueno – embora apenas tenha actuado atrás de Aboubakar cerca de oito minutos - sinal de que os Dragões mantêm-se mais formatados para jogar na maioria das vezes pelas alas do que por zonas interiores.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Silvestre Varela

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Pensamento da Semana: Aboubakar

O futebol está cheio de coisas engraçadas. Uma delas são as piruetas e manobras de contorcionismo que vemos da parte de comentadores anónimos e públicos. E vêm isto a respeito do Camaronês Aboubakar.
 
Antes do FC Porto iniciar os seus estágios de preparação da nova temporada, onde surgem os inevitáveis jogos de preparação, era o ai jesus, nossa senhora porque os Dragões não tinham ninguém que faça esquecer o goleador Jackson Martinez. Era urgente a contratação de um ponta de lança pois Aboubakar não dá conta do recado… Diziam os arautos da desgraça Azul e Branca por tudo quanto era sítio.
 
Alguns jogos de preparação volvidos onde o Camaronês voltou a mostrar aquilo que já tinha demonstrado na época anterior e que, pelos vistos, ninguém viu eis que Aboubakar é agora o Homem certo no lugar certo. Entretanto as críticas anteriores ficaram pelo caminho devido à perigosa “síndrome do queijo”.
 
Sinceramente haja paciência para aturar tanto “iluminado do futebol”…
 
Não digo que os Portistas não necessitem de contratar um ponta de lança não obstante Bueno e Ádrian poderem fazer também esta posição, mas com Gonçalo Paciência fora do “baralho” (mal a meu ver) será importante arranjar alguém que “faça sombra” a Aboubakar. Até porque é certo e sabido que o internacional Camaronês necessita de alguma motivação em certos momentos da época.

domingo, 26 de julho de 2015

Quando a esmola é muita…

Portugal ficou no Grupo B de qualificação para o Mundial de Futebol de 2018, que vai decorrer na Rússia.
 
A selecção nacional vai defrontar Suíça, Hungria, Andorra, Letónia e Ilhas Faroé e pode ser considerada a favorita entre este lote de equipas.
 
Para conseguir o apuramento directo para o Mundial 2018, Portugal terá de vencer este Grupo B. O segundo lugar dá direito a uma vaga no play-off.
 
 
Porque por aqui se fala da selecção nacional que é, somente, a equipa de Todos Nós quer se queira ou não e quer se goste dos Jogadores/Seleccionador ou não eis que começo este meu comentário ao sorteio da fase de grupos de apuramento para o Mundial de 2018 que se vai realizar na Rússia recorrendo a um ditado popular português que diz o seguinte: Quando a esmola é muita, o santo desconfia.
 
E espero bem que Fernando Santos (que deverá ser o Seleccionador Português aconteça o que acontecer nos próximos tempos) desconfie, e muito, deste sorteio. Isto porque já se sabe que a nossa Comunicação Social (CS), especialista na criação de conflitos, praticamente já qualificou Portugal para o dito Mundial, antevendo um simples e nada cansativo “passeio” Luso durante o apuramento dado que os adversários estão longe de serem complicados…
 
Mas a realidade do futebol à qual, repito, a nossa CS é, por opção, completamente alheia já nos mostrou coisas interessantes, porque no relvado nem sempre o mais forte consegue impor o seu futebol. Para além de que o tempo das equipas que “apanhavam” 7 e 8 golos nos jogos de qualificação já lá vai. Ninguém é fraco e tosco para todo o sempre. Que o diga o País de Gales!
 
Todo e qualquer grupo de Qualificação para uma qualquer fase seja de que desporto for torna-se fácil ou difícil consoante o empenho e trabalho que as equipas demonstrem durante os jogos. Por isto é bom que Portugal dê “corda aos sapatos” e “vista o fato de macaco” em todos os jogos que terá pela frente pois se surgir o habitual facilitismo Lusitano até Andorra poderá fazer das suas.

sábado, 25 de julho de 2015

Má estreia no arranque de estágio Germânico

O FC Porto perdeu pela primeira vez nesta pré-época no primeiro teste verdadeiramente exigente. A equipa de Lopetegui teve mais posse, mas foi demasiado inconsequente, tendo chegado ao intervalo a perder por 2 x 0. A entrada de Varela melhorou a equipa, mas não o suficiente para evitar o desaire. Os Dragões, ainda com muito tempo até entrarem em competição oficial, mostraram que há trabalho a fazer.
 
Se um filme se pudesse fazer sobre a pior versão do FC Porto da época passada, a primeira parte era candidata ao Óscar. Um FC Porto sem chama, sem intensidade, demasiado preso à ideia de posse e circulação e nada capaz de ameaçar o último terço, dando voltas a si mesmo num futebol que, apesar de poder ser considerado mais seguro, não o é perante equipas de maior nomeada.
 
Foi por isso que, ao intervalo, o marcador estava fixo no 2 x 0. O Mönchengladbach não foi melhor, não jogou mais e não correu mais. Mas soube quando o fazer, mantendo-se adormecido na aparência, mas desperto a qualquer erro do adversário.
 
Exemplo perfeito disso foram os golos, primeiro num erro de Ángel, depois num de Tello. É verdade que a equipa inicial apresentou muitos elementos novos e isso atenua qualquer análise - nesta altura, é tudo menos correcto tirar ilações. Mas que as falhas existiram, lá isso existiram...
 
No plano táctico, Lopetegui experenciou. Começou num 4x1x3x2, com Sérgio Oliveira a 10 e Tello na companhia a Aboubakar, mas voltou depois ao 4x3x3 mais clássico, se bem que com a incapacidade num dos flancos, onde Evandro foi colocado. O Brasileiro claramente é jogador para actuar no miolo.
 
A segunda parte já foi bem melhor por parte dos Dragões. Vários jogadores entraram, mas Varela foi o que melhor se apresentou. O internacional Português está empenhado em ganhar a confiança de Lopetegui e a equipa agradece.
 
Consigo, a equipa ganhou maior verticalidade no futebol, maior largura no campo e maior imprevisibilidade. Os colegas agradeceram quase todos: Ricardo Pereira parecia outro, bem mais alegre a subir, Aboubakar reduziu após cruzamento do Português e só Brahimi não conseguiu pulverizar o fluxo futebolístico criado na direita.
 
Entretanto, mais substituições aconteceram e o melhor período do FC Porto chegou ao fim. Os Alemães, sempre dispostos a estar na expectativa, mantinham o bloco compacto e corrigiram as deficiências do lado esquerdo da defesa. Depois, conseguiam novamente explorar as falhas a meio-campo dos Dragões para as saídas em contra-ataque.
 
Ao contrário da primeira parte, não conseguiram a mesma eficácia e permitiram a Casillas brilhar ao evitar o terceiro. Ainda assim, a vitória ficaria para os donos do Borussia Park.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Marcano