sexta-feira, 18 de Abril de 2014

O Cantinho das Modalidades

Natação
 
Carlos Almeida, nadador do FC Porto, arrecadou a medalha de bronze no XV Campeonato de Espanha - Open Primavera P50, que se disputou em Palma de Maiorca até 13 de Abril. A medalha foi conquistada na prova de 100 metros bruços, com o tempo de 1m02s02.
 
O nadador, que estuda e treina nos Estados Unidos da América, integra a Selecção Portuguesa que se encontra a disputar a mais importante competição Espanhola da modalidade.
 
Noutro patamar a nadadora juvenil do FC Porto, Maria Francisca Cabral, conquistou a medalha de prata nos 400m estilos, na sessão da manhã do Multinations Youth, que decorreu em Limassol (Chipre), com o tempo de 5m06s52, o seu novo recorde pessoal.
 
Francisca Cabral integrou ainda a equipa de Portugal que alcançou o segundo lugar na estafeta de 4x100m estilos. Nos 100m livres, Ana Faria, a outra Portista seleccionada, foi quarta classificada com 1m01s36, também recorde pessoal.
 
Ainda na natação destaque para Carlos Almeida, Maria Francisca Cabral e Ana Rita Faria, todos eles nadadores do FC Porto e integrados nas respectivas Selecções Nacionais, subiram ao pódio em provas internacionais.
 
No Open de Espanha, em Palma de Maiorca, o sénior Carlos Almeida alcançou a medalha de prata nos 200 metros bruços, com o excelente tempo de 2'14.23", a apenas quatro décimos de segundo dos mínimos para os Europeus Absolutos de Berlim, que se disputam em Agosto próximo.
 
Na cidade Cipriota de Limassol competiu a selecção juvenil, pela qual Maria Francisca Cabral conquistou a medalha de prata nos 200 metros livres, com o tempo de 2' 09,35". Ana Rita Faria, em estreia nos 800 metros livres, alcançou a medalha de bronze, com o tempo de 9' 31,95", recorde pessoal.
 
Hóquei em Patins
 
O sorteio dos oitavos-de-final da Taça de Portugal de Hóquei em Patins ditou um confronto entre FC Porto Fidelidade e Valença, no pavilhão do clube Minhoto, que já garantiu a conquista da zona Norte da Terceira Divisão e respectiva subida de escalão. As partidas desta eliminatória estão agendadas para 23 de Abril, quarta-feira.
 
Para chegar a esta eliminatória, o Valença deixou pelo caminho o Parede (2 x 5), o Ancorense (6 x 4) e o HC Marco (6 x 5). Os Portistas, líderes do Campeonato Nacional e detentores da Taça, estiveram isentos até aos 16-avos-de-final, em que derrotaram, no Dragão Caixa, o Valongo, por 4 x 3.
 
Ainda no Hóquei Patinado ​o FC Porto Fidelidade venceu o Liceo da Corunha por 6 x 3, após desempate por grandes penalidades (4 x 3 no período regulamentar), alcançando assim a “final four” da competição pela segunda vez consecutiva. 
 
Após a derrota por 1 x 2 no Dragão Caixa, os Portistas responderam com uma grande exibição nesta segunda mão dos quartos-de-final, chegando ao empate na eliminatória (5 x 5), que depois levou aos penáltis (já que os golos marcados fora não contam para desempate). Aí, Edo Bosch foi herói, depois de Hélder Nunes ter brilhado no tempo regulamentar, com um "hat-trick".
 
Basquetebol
 
O Dragon Force recebeu e venceu o Benfica B (61 x 56), no segundo jogo dos quartos-de-final dos “Playoffs” da Proliga, garantindo desde já uma vaga nas meias-finais da competição. Depois do triunfo em Lisboa (76 x 69), o conjunto Portista fechou a eliminatória no Dragão Caixa.
 
O Dragon Force alinhou e pontuou com: Hugo Sotta, André Bessa (4 pontos), João Grosso (5), Eduardo Guimarães, João Gallina (9), Ferrán Ventura (6), Pedro Bastos (6), José Miranda, João Ribeiro, João Torrie (9), Pedro Figueiredo e Miguel Queiroz (22).

quinta-feira, 17 de Abril de 2014

Crónica de uma vergonha anunciada

O Benfica está na Final da Taça de Portugal depois de virar a eliminatória contra o FC Porto. Num jogo em que se atingiram os píncaros da emotividade, as Águias foram mais astutas, mesmo jogando uma hora com menos um jogador. Pedro Proença esteve mal por não saber segurar a partida, que teve um FC Porto divorciado da sua identidade e ausente de ideias. Nota ainda para o excelente ambiente na Luz, mas para alguns excessos que não ficaram nada bem aos olhos de Michel Platini, que veio ver o palco da Final da Liga dos Campeões.
 
No que ao futebol diz respeito, o Benfica confirmou a supremacia sobre o grande rival dos últimos anos e deu a certeza de que 2014 é ano Encarnado. Salvio, Enzo e André Gomes foram enormes na actuação, Rodrigo voltou a ser frenético, Fernando foi curto para um Dragão que teima em pedir férias antecipadas (já só sobra a Taça da Liga para tentar ganhar).
 
Salvio abriu o activo, Varela magicou o empate, só que Enzo e Gomes saíram do meio para a frente e fecharam a eliminatória.
 
Artur na baliza, Jardel ao lado de Garay, André Gomes a acompanhar Enzo Pérez, Cardozo como lanterna da frente para Gaitán, Salvio e Rodrigo. O onze Encarnado era este e tentava combater o fogo que o Dragão cuspiu na primeira mão da eliminatória.
 
Com a Luz bem preenchida (45 380 pessoas a assistir) e em polvorosa pelo bom momento da equipa, os decibéis cresceram fortemente de tom com o apito inicial de Pedro Proença, ameaçando aquilo que é 'permitindo por lei'. E, mesmo em clara minoria, os adeptos Portistas nunca se amedrontaram com os cânticos opostos. Poder-se-ão ter amedrontado, isso sim, pela entrada da Águia em campo.
 
Lado a lado com os adeptos, os jogadores do Benfica surgiram muito pressionantes, num quase sufoco de dez minutos iniciais que, além de uma oportunidade desperdiçada por Salvio após cruzamento de Rodrigo, teve ainda a particularidade de seis pontapés de canto consecutivos (no espaço de dois minutos), batidos por Gaitán na direita, para o primeiro poste, onde Mangala e Fernando iam trocando de cabeças para tirar o perigo.
 
Mais do que tácticas e esquemas de encaixe, a grande diferença do primeiro quarto de hora esteve na atitude imposta em campo. De um lado, um Benfica confiante e positivo, com vontade de ter bola e de a carregar para a área contrário. Do lado oposto, um FC Porto a jogar com o 1 x 0 de há três semanas e fiado num relógio com 90 minutos pela frente.
 
Perante o fogo Encarnado, o bombeiro principal era Fabiano, a conter demoradamente a bola nos pntapés de baliza. Auxiliavam, depois, Luís Castro e companhia no banco de suplentes em saltos de trampolim sempre que algo fugia dos conformes dentro do rectângulo de jogo.
 
Foi neste ritmo de supremacia Benfiquista que o golo da vantagem (ou melhor, do empate na eliminatória) surgiu. A jogada aconteceu pela esquerda, o cruzamento tenso foi de Gaitán, o encosto de cabeça, ao segundo poste, aconteceu por Eduardo Salvio. O Argentino começa a ser o homem das noites do meio da semana para Jorge Jesus, desta vez com um Fabiano que não ficou totalmente isento de culpa.
 
Ora, com a eliminatória empatada e com a Águia esvoaçando por cima do Dragão, o ímpeto permaneceu com tendência para o Encarnado, perante um FC Porto demasiado dependente de um rasgo individual de Ricardo Quaresma, principal foco também da ira dos adeptos do Benfica - continua a ser impressionante a falta de bom comportamento em Portugal, seja qual for o estádio.
 
Passando o meio da primeira parte, o jogo deu mostras de querer acalmar para uma passagem à expectativa. Dos dois lados, a sabedoria de que um mínimo erro poderia ser fatal para a eliminatória, tal o poderio ofensivo que as frentes de ataque ostentam.
 
E, se o ensaio para essa calmaria aconteceu a partir dos 25, confirmou-se aos 28'. Siqueira viu dois amarelos num curto espaço de tempo e recebeu ordem de expulsão por parte de Pedro Proença, num ajuizamento que motivou muitos protestos dos da casa, sobretudo pelo primeiro.
 
Assim, o jogo não apenas acalmou, como mudou de rotação. O Benfica (sem Cardozo, que deu lugar a André Almeida) passou a encolher-se no seu meio campo e a dar a posse de bola ao FC Porto, que passou a requisitar Herrera e Defour não apenas para desarmar, mas também para construir. Terá sido uma mudança demasiado drástica para interiorizar com efeitos imediatos, o que resultou numa posse de bola corrente só que inofensiva, no que à criação de oportunidades diz respeito.
 
Vinha o intervalo e a injeção de novas ideias, para uma segunda parte que viria a ser frenética, graças a Varela. Tantas vezes desaparecido das boas investidas, inventou um fabuloso lance individual, rompeu a defensiva Encarnada e bateu Artur à saída da baliza. Era um golo que valia por dois, era uma eliminatória que ficava, mais do que nunca, na mão do Dragão, era uma demonstração de que o fogo continua activo!
 
Todavia, os 35 minutos davam à Águia, mesmo reduzida a dez homens, um balão de crença que foi suportada precisamente pelo número 35: Enzo Pérez converteu com sucesso o pénalti ganho por Salvio a Diego Reyes (má abordagem do Mexicano) e relançou a eliminatória, que poderia ter mudado pouco tempo depois, não fosse Rodrigo ter escorregado depois de roubar a bola ao central (outra vez) e de ter aparecido na cara de Fabiano.
 
Construindo muito, mas com poucos efeitos práticos, o FC Portro ia gerindo a bola longe da sua baliza, mas de forma perigosa, tão perigosa que André Gomes reservou um momento sublime que viria a inverter a eliminatória. Magistral o trabalho do número 30, que puxou a bola vinda da esquerda, picou por cima de um adversário e fuzilou Fabiano.
 
O jogo praticamente não teve muito mais que contar, com excepção para inúmeras cenas lamentáveis, proporcionadas por adeptos dentro do campo, escaramuças entre jogadores, expulsões de treinadores e de Ricardo Quaresma e um árbitro que não teve mão para segurar o jogo - Proença foi o pior em campo, sobretudo pela falta de categoria para manter a partida com foco principal no futebol dentro das quatro linhas.
 
Ainda assim, nada belisca a vitória do Benfica, que mostrou muito mais estofo, contra um FC Porto divorciado da sua identidade e que não conseguiu segurar uma eliminatória que teve na mão.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Ricardo Quaresma

quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Vamos lá assegurar o buraco na montanha

Ao contrário de Pinto da Costa tenho para mim que a Taça da Liga é uma Competição para se desprezar até ao fim independentemente de quem seja o adversário ou do valor do prémio monetário. Competição fraudulenta, mal organizada e tendenciosa não pode nunca ser valorizada pelo Futebol Clube do Porto.
 
Ora com o campeonato praticamente entregue eis que resta apenas a conquista daquela que é a segunda Prova mais importante do Futebol Luso: Taça de Portugal cuja Final se realiza num buraco cavado numa montanha em Oeiras.
 
E para se chegar a esta Final há que confirmar a vantagem que os Dragões trouxeram da primeira mão que se realizou no Estádio do Dragão e não embarcar no discurso bacoco e +perigoso do já está ganho. É certo e sabido que já há muito que pela Luz se aprendeu a lidar com o Clube Azul e Branco e que Jorge Jesus pode ser um bronco mas de burro tem pouco e como tal não se deve acreditar em vitórias antes do jogo terminar.
 
Tem sido veiculada a informação de que o Benfica vai entrar em campo com as suas segundas linhas, contudo quando olhamos para os onzes que o Clube Lisboeta tem apresentado nas mais diversas Competições é caso para se perguntar onde raio param as tais segundas linhas dado que o Treinador Jorge Jesus tem apostado em todo o Plantel Encarnado. Temos portanto que facilidades são coisa que o Dragão não irá ter com toda a certeza.
 
E se facilidades da parte do adversário de mais logo é coisa que não irá existir, o mesmo podemos dizer do próprio Futebol Clube do Porto que tem um Plantel capaz do melhor e do pior. Nesta temporada já tivemos momentos horríveis onde a Defesa Portista se fartou de “meter água” cometendo erros infantis que nem aos iniciados se perdoam. Luís Castro fez “poupanças” no último jogo do campeonato e vamos a ver se não acontece o mesmo que em Sevilha.
 
Quaresma, ​Danilo, Reyes e Herrera são as novidades na Lista de Convocados elaborada por Luís Castro para a deslocação ao Estádio na Luz, onde o FC Porto defronta o Benfica às 20h45, em jogo referente à segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal.
 
Em sentido inverso, Abdoulaye, Kelvin e Victor Garcia, este último do FC Porto B, ficam fora dos eleitos relativamente ao triunfo sobre o Sporting de Braga (3 x 1), para a Liga. Estas escolhas resultam de opções técnicas de Luís Castro, já que, na derradeira sessão de trabalho antes da deslocação a Lisboa, que decorreu no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival, apenas Helton, em tratamento, esteve ausente.
 
Na primeira mão, o FC Porto venceu o Benfica por 1 x 0, com um golo de Jackson Martínez.
 
Lista de 19 Convocados: Fabiano e Kadú (g.r.); Danilo, Maicon, Quaresma, Josué, Jackson Martínez, Quintero, Ghilas, Reyes, Herrera, Varela, Licá, Carlos Eduardo, Ricardo, Mangala, Fernando, Alex Sandro e Defour.
 
Onze provavél: Fabiano, Danilo, Maicon, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Defour, Carlos Eduardo, Varela, Quaresma e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo blog perto da hora do jogo.