terça-feira, 30 de junho de 2015

O Cantinho das Modalidades

Andebol
 
Chekhovskie Medvedi (Rússia), Naturhouse La Rioja (Espanha), HC Meshkov Brest (Bielorrússia), Vojvodina (Sérvia) e Tatran Presov (Eslováquia) são os adversários do FC Porto no grupo C da EHF Champions League de 2015/16. O sorteio decorreu em Viena, na Áustria, seguindo já o novo formato que a Federação Europeia de Andebol inaugura esta época.
 
São, portanto, quatro as deslocações ao Leste da Europa que esperam os Heptacampeões nacionais na caminhada no grupo C da EHF Champions League de 2015/16. Para além das viagens à Rússia, à Bielorrússia, à Eslováquia e à Sérvia, os Dragões vão também visitar Espanha, para defrontar o Vice-campeão Espanhol. Conheça melhor os adversários dos Portistas na fase de grupos da maior competição de clubes.
 
O Chekhovskie Medvedi, da Rússia, é um habitué na fase de grupos da EHF Champions League, na qual marca presença quase ininterrupta desde 2005/06 (falhou apenas em 2013/14), tendo obtido como melhor resultado a presença na final a quatro, em 2009/10, em que perdeu os jogos com os Espanhóis do Barcelona (34 x 27) e do Ciudad Real (36 x 28). A trajectória, no entanto, tem sido descendente: a partir daí, duas presenças nos quartos-de-final e, por duas vezes, ficou-se pela fase de grupos, sendo que na temporada 2014/15 não venceu qualquer jogo na competição (o melhor resultado foi um empate, em Montepellier, 32 x 32). Em termos do Campeonato Russo, nada a dizer: crónicos Campeões desde 2002, num domínio absolutamente avassalador.
 
Fundado em 2002, o Meshkov Brest, da Bielorrússia, tem vindo a marcar presença assídua nas Competições Europeias, contando com participação na EHF Champions League entre 2004/05 e 2007/08, passando depois pela Taça EHF (2008/09, após a eliminação na qualificação da competição maior do andebol de clubes). Com participações na Taça dos Vencedores das Taças e na Taça EHF até 2013/14, na época passada esteve na fase de grupos da EHF Champions League, num grupo que contou com o Naturhouse La Rioja e ainda com Metalurg (Ucrânia), Kiel (Alemanha), Zagreb (Croácia) e Paris Saing-Germain (França), terminando em quinto e penúltimo lugar, com duas vitórias, dois empates e seis derrotas. No Campeonato Bielorrusso, são Bicampeões, relegando o GK Gomel para o segundo posto nas duas ocasiões.
 
Tricampeão da Sérvia e vencedor da Taça, o Vojvodina é uma equipa conhecida dos Dragões, que a defrontaram na época passada, na fase de grupos da Taça EHF, tendo os actuais Heptacampões nacionais batido os Sérvios por duas vezes (29 x 27 na Sérvia, 29 x 23 no Dragão Caixa). Em 2014/15, o Vojvodina jogou e perdeu com uma das outras equipas deste grupo C, o Tatran Presov (25 x 21) no play-off de qualificação da EHF Champions League.
 
Eneacampeão Eslovaco, o Tatran Presov já se cruzou com os Heptacampeões nacionais em 2011, na fase de qualificação para a EHF Champions League, disputada na Eslováquia, tendo os Dragões levado a melhor por 29 x 28, e em 2009/10, na mesma fase, logrando bater os Portistas por 33 x 30, em Kielce, na Polónia. Os Eslovacos têm disputado a fase de qualificação da competição mais importante de clubes, mas têm sido eliminados sempre nessa altura e “obrigados” a disputar a Taça EHF desde 2011/12. Na época 2014/15 integraram um grupo de qualificação com duas das equipas deste grupo C: venceram o Vojvodina, por 25 x 21, e perderam com o Meshkov Brest, por 26 x 24, passando para a terceira ronda da Taça EHF, na qual foram eliminados pelos Alemães do Melsungen (derrota por 31 x 24 na Alemanha e vitória, insuficiente, por 26 x 25 na Eslováquia). 
 
Por fim, o Naturhouse La Rioja, de Espanha, ficou em segundo lugar do Campeonato Espanhol na época passada, contando com 23 vitórias, dois empates e cinco derrotas, ficando apenas atrás do Barcelona. Em 2014/15 participou na EHF Champions League, garantindo o quarto lugar no grupo A, do qual fazia parte também o Meshkov Brest, da Bielorrússia, a quem venceram em casa (39 x 31) e com quem empataram fora (33 x 33). A equipa Espanhola bateu o Paris Saint-Germain na fase de grupos, em casa, por 35 x 33, e foi eliminada nos quartos-de-final da competição pelo Veszprém, perdendo ambos os jogos (31 x 23 e 37 x 31). Nos anos anteriores deu boa conta de si na fase de grupos da Taça EHF, com presenças nas meias-finais da competição em 2009/10 e 2010/11. O plantel dos Espanhóis tem várias alterações para 2015/16 e a equipa apresentou há dias um novo guarda-redes, o internacional Sueco Richard Kappelin, que já havia passado pela liga vizinha anteriormente.
 
Hóquei em Patins
 
Com um “bis” de Rafa e golos de Jorge Silva e de Hélder Nunes, Portugal venceu a Alemanha por 7 x 3, conquistando a terceira posição no Mundial de 2015, em partida que se realizou no pavilhão Vendéspace, em La Roche-sur-Yon, em França. Na final da competição a Argentina sagrou-se Campeã do Mundo, ao vencer a Espanha por 6 x 1, com o reforço Portista Reinaldo Garcia a iniciar a partida pela equipa das Pampas.
 
Basquetebol
 
Prosseguem as renovações no Dragon Force. Depois de João Gallina e Ferrán Ventura, agora é António Monteiro a prolongar o vínculo que o liga ao Clube por mais uma temporada, com mais uma de opção. O extremo/poste Angolano, de 26 anos e 2,05m, é assim mais uma presença confirmada no plantel que irá disputar a Liga Portuguesa de Basquetebol na próxima época.
 
Reforço do Dragon Force no Verão passado, proveniente do Recreativo de Libolo (Angola), António Monteiro assumiu um papel importante no percurso 100 por cento vitorioso trilhado pela equipa comandada por Moncho López, que culminou com a conquista do título da Proliga. O camisola 23 Portista registou médias muito próximas dos 13 pontos e sete ressaltos por jogo em 2014/15, época durante a qual protagonizou algumas das jogadas mais espectaculares dos Azuis e Brancos.
 
Bilhar
 
O FC Porto venceu o Benfica por 4 x 0 na última jornada da fase final do Campeonato Nacional de bilhar às três tabelas, que se realizou nas instalações do Ginásio do Sul, em Almada. Os Dragões, que lutavam pelo Pentacampeonato, tiveram a melhor média geral da competição, os melhores parciais e a melhor diferença entre jogos ganhos e perdidos, mas uma interpretação diferente da dos Portistas por parte da Federação Portuguesa de Bilhar (FPB) sobre os critérios de desempate colocou o Sporting em primeiro lugar. No final, os Portistas protestaram as duas últimas jornadas da competição.
 
Em causa, segundo Alípio Jorge, Vice-presidente do FC Porto, estão a quarta e a quinta jornada da competição, que é jogada através do sistema AVE, e que, no entender do FC Porto, foram adulterados, pois o FC Porto x Benfica deveria realizar-se antes do jogo Sporting x Benfica: “O primeiro critério para desempate entre as equipas, segundo a Federação, é o confronto directo, mas durante a competição, a partir da quarta jornada, não considerou, em nossa opinião, essa mesma interpretação para fazer a classificação das equipas, provocando a alteração da ordem dos jogos”.
 
Os Dragões estiveram presentes na entrega de prémios, não aceitaram o troféu que lhes cabia e explicaram publicamente a sua posição, recebendo uma enorme ovação do público presente.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Pensamento da Semana: Que haja espaço para todos

Tenho seguido o mais aproximadamente possível a excelente campanha da nossa Selecção de Sub. 21. Nela militam Atletas de grande valor e com um futuro risonho caso consigam singrar nos seus Clubes. E é aqui que reside a minha preocupação e razão deste Pensamento.
 
O Futebol Clube do Porto contribuiu para esta grandiosa Selecção com 4 Jogadores. São eles; Rúben Neves, Sérgio Oliveira, Ricardo Pereira e Gonçalo Paciência.
 
 
Contudo a massa adepta do FC Porto não tem paciência nenhuma com Jogadores jovens. Os Dragões vêm de uma época onde não ganharam nada pelo que a pressão sobre o próximo Plantel Azul e Branco vai ser muito grande.
 
Olhando para o passado verificamos que em situações mais favoráveis foram poucos, ou quase nenhum, os jovens Atletas de valor que não conseguiram fixar-se na equipa principal do FC Porto.
 
Será que esta nova geração de Dragões (mais Hernâni) vão conseguir fazer aquilo que muitos outros tentaram e não conseguiram? Oxalá que sim…

domingo, 28 de junho de 2015

Como "atropelar" a Alemanha em 5 lições

Quem diria, antes do jogo, que Portugal estaria a vencer a Alemanha por 3 x 0 ao intervalo? E que logo no primeiro minuto da segunda parte chegaria ao 4 x 0? E que ainda haveria tempo para chegar à mão cheia de golos? Ninguém, seguramente. No entanto, esse cenário foi real e, acima de tudo, não aconteceu por fruto do acaso. A Selecção orientada por Rui Jorge foi claramente superior aos Alemães e todos os golos marcados foram justíssimos. Em suma, o resultado gordo não deixa qualquer motivo para contestação numa tarde para mais tarde recordar.
 
Foram três golos apontados na primeira parte, mas até podiam ter sido mais. Isto porque a primeira ocasião de verdadeiro perigo saiu dos pés de Sérgio Oliveira, que depois de um excelente trabalho na direita de Ricardo Esgaio e de Ricardo Pereira, rematou com força mas ao poste. A bola não entrou, mas não demoraria muito para que tal acontecesse.
 
Bernardo Silva foi quem abriu as hostilidades aos 25 minutos, com um remate executado dentro da área que não deu qualquer hipótese de defesa a Ter Stegen. Na verdade, o guarda-redes Alemão que recentemente se sagrou Campeão Europeu pelo Barcelona nada pôde fazer em todos os golos sofridos. Por isso limitou-se a ser mero espectador e a ver a bola entrar no 2 x 0, aos 33 minutos, assinado por Ricardo Pereira, que empurrou o esférico para o fundo da baliza na sequência de um canto, e no 3 x 0, já no período de compensação da primeira parte, num remate indefensável de Ivan Cavaleiro.
 
Refira-se, no entanto, que entre o segundo e o terceiro golo de Portugal surgiu a única situação de golo para a Alemanha marcar. Foi através de um remate de fora da área de Joshua Kimmich, ao qual José Sá correspondeu com uma bela defesa. O guardião Português mostrou estar atento num jogo em que teve muito menos trabalho do que estava à espera, mas se tal aconteceu foi muito por culpa de uma bela exibição do sector mais recuado, mais concretamente de Paulo Oliveira – verdadeiramente imperial em todos os lances.
 
Ao intervalo, o Selecionador Alemão fez entrar Max Meyer, jogador que com alguma surpresa iniciou o jogo no banco, mas o futuro das duas Selecções já estava praticamente definido e ainda mais ficou no primeiro minuto da etapa complementar. Bernardo Silva arrancou com a bola, entregou-a a Ricardo Pereira e este viu João Mário em boa situação. O médio do Sporting arriscou o remate e marcou, contando ainda com a felicidade de ver a bola bater num defesa e desviar a trajectória. Uma vez mais, Ter Stegen mais não pôde fazer do que limitar-se a ver a bola entrar.
 
O primeiro finalista do Campeonato da Europa foi encontrado cedo e a partir dos 50 minutos claramente passou a haver uma gestão do resultado e dos jogadores. João Cancelo teve oportunidade de se estrear, assim como Ricardo Horta. E os dois jogadores lançados por Rui Jorge na segunda parte foram intervenientes diretos no quinto golo. Após jogada individual de Rafa, que também ele entrou na etapa complementar, Cancelo cruzou desde o lado esquerdo e Horta, com um toque de classe, fez Portugal chegar à mão cheia de golos.
 
Portugal deu uma lição de superioridade à Alemanha e agora tem toda a legitimidade para sonhar com a conquista do Europeu, um feito que, a acontecer, será inédito na história do futebol Português. A única presença na Final da competição aconteceu em 1994, com a geração de Luís Figo, Rui Costa, João Vieira Pinto e companhia. Mas hoje, mais do que a ilusão, existe a consciência real de que Portugal tem tudo para ser campeão da Europa. Que o diga a Alemanha!
 
Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Sérgio Oliveira

sábado, 27 de junho de 2015

Futebol Clube do Porto 2014/15 (VIII)

Para encerrar o capítulo Julen Lopetegui falta-me falar aqui de algumas “arestas” que acho que o Espanhol terá de “limar” se quiser ter sucesso na Temporada que se avizinha.
 
A primeira destas “arestas” prende-se com a sua incapacidade de lidar com a pressão durante os jogos. Muitos de nós adeptos desvalorizamos este facto, mas todo e qualquer Treinador fica exposto a uma enorme pressão sempre que se senta no Banco de Suplentes durante uma partida de futebol. E tal é assim porque um jogo de futebol é tudo menos previsível.
Podemos preparar o próximo jogo com o maior dos afincos e cuidado, mas haverá sempre uma lesão inesperada, um Jogador com menos vontade de trabalhar, uma alteração táctica de última hora, uma bola que bate na barra e não entra, etc., etc. E Julen trabalha muito bem a parte da preparação dos jogos mas depois peca durante os 90 e poucos minutos da partida. Lembro-me bem da impotência de Lopetegui na Madeira quando o Futebol Clube do Porto estava emparado a uma bola e a precisar da intervenção do seu Treinador para que o seu jogo voltasse a ser pausado e dominante.
 
E trouxe aqui este exemplo do CD Nacional porque foi um dos momentos em que os Dragões poderiam, se tivessem vencido, colocar uma enorme pressão sobre o SL Benfica obrigando desta forma a que o jogo da Luz decidisse o Título de Campeão. E tudo parecia indiciar que caso os Benfiquistas fossem muito pressionados iriam “quebrar” na Luz, tal como sucedeu num passado não muito distante.
 
Em suma, sou da opinião de que Julen deve encontrar uma melhor forma de lidar com a pressão dos jogos. Não estou com isto a dizer que deva encontrar uma fórmula infalível para tal até porque isto é impossível /nem José Mourinho consegue fazer tal), mas penso que é importante que Julen consiga ter a capacidade de serenar/espevitar/consolidar a equipa quando ela precisar em vez de a deixar à deriva.
Apesar de tudo o que já aqui escrevi sobre Julen Lopetegui (para mim o Basco com “B” grande porque conquistou o meu respeito) é hoje um Treinador mais completo. 
 
O Basco chegou ao Porto com uma ideia errada do nosso Campeonato, ideia esta que fez com que este o abordasse de uma maneira errada, mas sou da opinião de que Julen aprendeu e percebeu que para se ganhar cá pelo nosso pequeno Burgo não lhe basta a sua enorme competência de Seleccionador que tantos Títulos lhe deu no passado e que valeu ao Clube Azul e Branco uma boa participação na Liga dos Campeões.
 
Em resumo, Julen é um Treinador em “construção”, ambicioso, algo teimoso, que trabalha e evolui os seus Atletas, detentor de uma forte personalidade e justo porque dá oportunidade a todo de mostrarem o seu valor. O Basco não merece nem met6ade dos insultos que a Bluegosfera lhe dirige diariamente, mas este tem de melhorar em muitos aspectos se quiser ter sucesso no Clube tão habituado a ganhar como o Futebol clube do Porto.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Gato Escondido com o Rabo de Fora

Há cerca de 1 mês, mais precisamente a 27 de Maio, numa crónica intitulada “Um Tribunal Meio Envergonhado”, denunciei neste blogue a existência da “corrida” que ocorreu para o preenchimento dos lugares nesta espécie de Tribunal. Melhor dizendo, um novo Tribunal, desta vez virado para a resolução das trapalhadas que o Conselho de Disciplina (do futebol e de outras modalidades) não consiga dar solução.
No segundo parágrafo falava do lambe-botas Fernando Seara que concorre a tudo que mexe. Não pensava eu que o Dr. José Manuel Meirim se fosse referir ao oportunismo deste lacaio de Vieira na ocupação de um importante cargo na estrutura. O homenzinho que debita asneirolas às 2.as feiras num aborto chamado Prolongamento (da TV das sopeiras) cedo andou a farejar um lugar onde pudesse ajudar o clube da treta que desde há anos “faz sempre as coisas pelo outro lado”.
 
E adivinhem os meus amigos para que lugar o senhor Seara que de arbitragem percebe zero, foi nomeado! Conhecedores que somos há muitos anos desta cambada que preenche lugares decisivos como são os da arbitragem, pasme-se por quem e para onde, foi nomeado. O nomeador foi o Conselho Nacional do Desporto, e o cargo, imagine-se, vogal do CAD (Conselho de Arbitragem Desportiva). Ou seja: na próxima época o colinho começa a ficar garantido, pelo menos no que se refere às questões que chegam a Tribunal.
 
Para os outros cargos, como por exemplo o da nomeação dos árbitros, está lá outro lacaio de Vieira, que como se devem recordar serviu como moeda de troca para eleger Fernando Gomes. Como Vítor Pereira concorreu isoladamente, não tem quem o controle hierarquicamente, não presta contas a ninguém, e pode fazer os favores que entender. Classificar os árbitros que dão colinho com a categoria de “internacionais”, e/ou despromover aqueles que se opõem à sua política de compadrio com o clube da treta são as suas funções.
 
No último conselho de presidentes, foi levantada a questão do sorteio dos árbitros com o qual a maioria dos clubes e observadores parece estar de acordo. Contudo os meus amigos querem apostar como a Federação, órgão de tutela da LIGA, vai votar contra? Tenho há vários anos a opinião de que enquanto não correrem da Federação o dono dos árbitros o futebol continuará ferido da tal “verdade desportiva” tão clamada pelo senhor Rui Santos.
 
Até à próxima

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Eis os Jogos Olímpicos!

Portugal empatou com a Suécia a um golo, conseguiu os cinco pontos e venceu o grupo B do Europeu de sub-21. Gonçalo Paciência veio do banco para resolver a falta de eficácia e, momentaneamente, deu alegria à Itália, só que, a um minuto dos 90, Tibbling demonstrou que o banco Sueco também é frutífero e empatou. Portugal conseguiu o apuramento para os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro e o primeiro lugar no grupo B, que significa duelo contra a Alemanha.
 
Rui Jorge tinha-o garantido e foi exactamente com isso na cabeça que os jogadores entraram em campo. Intensos, com boa rotação e a querer marcar cedo para não terem que fazer contas: o empate chegava, mas era perigoso.
 
Ao fim de um quarto de hora, já tinham sido três os lances de perigo por parte dos Lusos, o melhor deles por William Carvalho, qual ponta de lança a entrar na área após tabela com Ricardo Pereira e a tentar contornar o guardião para marcar. Aí, já foi um claro médio defensivo, não conseguindo o melhor movimento e acabando por se atrapalhar com a finta.
 
Mas era Portugal quem estava melhor. A Suécia, de linhas recuadas, procurava as bolas em profundidade nas costas da defesa Portuguesa, só que esse sector mostrou excelente coordenação, deixando várias vezes o adversário em posição irregular.
 
Depois de meia hora de jogo, a tendência equilibrou-se. Por essa altura, já se sabia que a Itália ganhava por 2 x 0 à Inglaterra, um resultado que servia a Portugueses e Suecos. Contudo, esta fase coincidiu com o período de maior intranquilidade Portuguesa.
 
Primeiro, porque os Suecos, a meio do terreno, passaram a entender melhor os movimentos Lusos, intercetando muitos passes. Depois, porque Ilori se lesionou e obrigou a uma mudança num sector delicado - valeu a entrada serena e confiante de Tobias Figueiredo.
 
A segunda parte trouxe mais serenidade ao jogo. Não a Portugal, no início, que permitiu lances aéreos perigosos aos Suecos. Mas o relógio ajudou, bem como a conjugação de resultados.
 
Bernardo Silva ia sendo, uma vez mais, o que mais procurava os desequilíbrios, se bem que nem sempre com as melhores decisões. Rui Jorge, tal como nos jogos anteriores, lançou Gonçalo Paciência e inverteu o esquema, o que ajudou.
 
Frente a uma Suécia que, com o passar do tempo, jogava cada vez mais para a igualdade, Portugal cresceu no desafio em 4x2x3x1, se bem que também de forma contida. É que a Itália passava aos 3 x 0 e o empate neste desafio dava os dois principais objectivos: Jogos Olímpicos de 2016 e primeiro lugar do grupo.
 
De repente, golos. Gonçalo Paciência trabalhou muito bem e fez o 1 x 0 aos 82 minutos. Festejou-se no banco Luso e também na comitiva Italiana, a jogar noutro lugar, mas a ver um resultado que a apurava. Só que a Suécia não sucumbiu e haveria de empatar perto do apito final por Simon Tibbling, também ele vindo do banco. No fim, festa de ambos.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Iuri Medeiros